Nosso espaço de dúvidas!
O blog está crescendo e o mais importante é a comunicação entre todas nós, temos muitos acessos de outros países além do Brasil,como Malásia, EUA, Alemanha... Ter um bebe aqui no Brasil já não é fácil, posso imaginar que ter um bebe em outro país seja mais complicado! Peço que se tiverem dúvidas façam comentários, essa é a forma mais fácil de diminuir as dúvidas ficar mais sutil esse período de adaptação!
Att, Maria DPN
Aprenda a shantala, massagem que alivia as cólicas e acalma os bebês
Texto "POR MINHA VIDA" - ATUALIZADO EM 13/07/2010
Técnica serve de estímulo para o bebê aprender a controlar os movimentos
Interagir com o bebê e proporcionar momentos de bem-estar a ele são os principais objetivos da técnica chamada de shantala. A massagem de origem indiana é aplicada pelas próprias mamães, em crianças com mais de um mês de idade. Fazendo repetições de movimentos e alongamentos, é possível trabalhar a musculatura do bebê e as articulações.
"A shantala é bastante interessante na fase em que o bebê ainda não tem controle sobre todos os movimentos do corpo, porque serve de estímulo. Quando ainda não rola, não senta, não engatinha", ressalta Cristina Balzano, fisioterapeuta e professora de shantala e ioga, que ensina o passo-a-passo da técnica no DVD Massagem para bebês, Shantala e Baby Yoga. Ela afirma, porém, que nada impede que a mãe continue fazendo a massagem depois dessa fase, dado o bem-estar proporcionado à criança.
A mãe só precisa de algumas gotinhas de óleo vegetal para deslizar as mãos e aprender os movimentos corretos para atingir objetivos como acalmar o bebê, eliminar gases, cólicas e prisão de ventre ou deixar o sono mais tranquilo. "Eu sempre indico o óleo vegetal para a massagem porque ele é mais fácil de ser absorvido pela pele do bebê. Normalmente, recomendo a versão de amêndoa pura e, nos casos de cólicas muito acentuadas, óleo com camomila".
Os movimentos da massagem são basicamente os mesmos. "Se quiser fazer uma massagem mais relaxante, é só fazer a série de forma mais suave e superficial. Mas, se a idéia é estimular o bebê, os toques precisam ser mais profundos e rápidos", diz Cristina.
O número de repetições é bem variável. A especialista na técnica conta que o ideal é fazer cada um deles por três vezes e aumentar esse número gradativamente, com, no máximo, 10 repetições, seguindo a aceitação do bebê. No entanto, Cristina alerta que é fundamental que a criança goste da massagem. "Ela precisa estar tranqüila e sem chorar. Só assim aproveita todas as vantagens do método". Para acertar a mão, certifique-se de que a criança já mamou há certo tempo e não está com fome. "O ideal é fazer a shantala meia hora depois de uma mamada", ensina a fisioterapeuta.
Já o momento do dia escolhido para a massagem varia com os hábitos do bebê. Se ele sente muita cólica na parte da tarde, por exemplo, é recomendável que a massagem seja feita de manhã, servindo como medida preventiva. No geral, o procedimento todo não leva mais de 20 minutos e pode ser feito (com, no máximo duas sessões diárias) todos os dias para que o bebê se adapte à técnica.
Confira o passo-a-passo dos movimentos da shantala
1- Sente-se com as pernas esticadas para frente e deite o bebê sobre elas. Comece fazendo uma limpeza energética, esfregando uma mão na outra, para que as palmas fiquem aquecidas. Faça essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, para que a energia flua. Inspire e mentalize energia positiva para o seu bebê.
2 - Faça um triângulo com as mãos e leve até a altura do peito do bebê (sem tocá-lo com a distância de um palmo). Separe as mãos e vá contornando todo o corpinho da criança, sem tocá-la, e expire. A cada contorno terminado, chacoalhe as mãos (como se elas estivessem molhadas e você quisesse eliminar o excesso de água). Repita o procedimento por três vezes, mantendo a respiração.
3- Passe o óleo em suas mãos e esfregue-as. Lembre-se de passar o óleo novamente, sempre que começar a massagear uma nova região (exceto o rosto do bebê).
4- Com as mãos bem relaxadas e os dedos unidos, posicione-as no centro do peito do bebê. Deslize, horizontalmente, a mão esquerda até a axila de mesmo lado. Simultaneamente, faça o mesmo movimento à direita.
5- Novamente, comece o movimento no centro do peito do bebê e, dessa vez, termine em cada um dos ombros dele.
6- Começando o movimento pelo centro do peito da criança, suba uma mão de cada vez (formando um X), até o final do ombro. Deixe seus dedos chegarem embaixo da orelha dele. Sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, inicie pelo lado esquerdo do bebê, que é o lado mais receptivo.
7- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o pulso do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o pulso, partindo do ombro. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade o movimento funciona como se o bracinho do bebê fosse uma corda, que você puxa para escalar uma parede.
8- Faça um movimento de rosca (uma torsão suave) com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebê.
9- Apóie a mão do bebê, com a palma virada para cima, em uma das suas mãos. Use o seu polegar da outra para massagear a mãozinha dele, partindo do pulso e chegando até a ponta dos dedinhos.
10- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por toda a mãozinha do bebê.
11- Aperte delicadamente os dedinhos do bebê, um a um, começando pelo polegar.
12- Faça um movimento com as suas mãos em concha, da base das costelas até o começo dos genitais dele. Essa técnica é ótima para aliviar as dores da cólica. Se as dores forem muito fortes, intensifique o movimento.
13- Segure as perninhas para o alto e, com o ante-braço, coninue massageando a região abdominal. Repita o mesmo movimento com as mãos.
14- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o tornozelo do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o tornozelo, partindo da virilha. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7.
15- Apóie o pé do bebê em uma das suas mãos. Com a outra, deslize o polegar, massageando a sola do pezinho.
16- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por todo o pé do bebê, tanto a sola como o peito.
17- Aperte delicadamente os dedinhos do pé do bebê, um a um, começando pelo polegar.
A Fusão Emocional
Laura Gutman
Quando pensamos no nascimento de um bebê, nos parece evidente falar de separação. O corpo do bebê que estava dentro da mãe, alimentando-se do mesmo sangue, se separa e começa a funcionar de maneira independente. Tem de colocar em andamento seus mecanismos de respiração, digestão, ajuste de temperatura e outros para viver no meio aéreo. O corpo físico do bebê começa a funcionar separadamente do corpo da mãe.
Em nossa cultura, tão acostumada a ver apenas com os olhos, acreditamos que tudo o que há para compreender acerca do nascimento de um ser humano refere-se a desprendimento físico. No entanto, se elevarmos nossos pensamentos, conseguiremos imaginar que esse corpo recém-nascido não é apenas matéria, mas também um corpo sutil, emocional, espiritual. Embora a separação física aconteça efetivamente, persiste uma união que pertence a outra ordem.
De fato, o bebê e sua mãe continuam fundidos no mundo emocional. Este recém-nascido, saído das entranhas físicas e espirituais da mãe, ainda faz parte do entorno emocional no qual está submerso. Pelo fato de ainda não ter começado a desenvolver o intelecto, conserva suas capacidades intuitivas, telepáticas, sutis, que estão absolutamente conectadas com a alma da mãe. Portanto, este bebê se constitui de um sistema de representação da alma materna. Dito de outro modo, o bebê vive como se fosse dele tudo aquilo que a mãe sente e recorda, aquilo que a preocupa ou que rejeita. Porque, neste sentido, são dois seres em um.
Assim, de agora em diante, em vez de falarmos “bebê”, faremos referencia a “bebê-mãe”. Quero dizer que o bebê é na medida em que está fundido com a mãe. E, para falar de “mãe”, também será mais correto nos referirmos à “mãe-bebê”, porque a mãe é na medida em que permanece fundida com seu bebê. No campo emocional, a mãe atravessa esse período “desdobrada”, pois sua alma se manifesta tanto em seu próprio corpo como no corpo do bebê.E o mais incrível é que o bebê sente como próprio tudo o que sua mãe sente, sobretudo o que ela não consegue reconhecer, aquilo que não reside em sua consciência, o que relegou à sombra.
Continuando nessa linha de pensamento, quando um bebê adoece, chora desmedidamente ou se altera, precisamos, além de nos fazer perguntas no plano físico. Atender ao corpo espiritual da mãe – para chama-lo de alguma maneira, reconhecendo que a doença ou a ansiedade nos levam a anular o sintoma ou o comportamento indesejável da criança, perdemos de vista o significado dessa manifestação. Ou seja, perdemos de vista algumas pedras preciosas que emergiram do vulcão interno da mãe, trazendo mensagens exatas para ela mesma, cujo desconhecimento seria lamentável.
A tendência de todos nós costuma ser rejeitar as partes de sombra que escoam pelos desvãos da alma. Por algum motivo se chama “sombra”. Não é fácil vê-la, nem reconhece-la, tampouco aceita-la, a menos que insista em se refletir nos espelhos cristalinos e puros que são os corpos dos filhos pequenos. Concretamente, se um bebê chora muito, se não é possível acalma-lo nem o amamentando nem ninando, enfim, depois de atender às suas necessidades básicas, a pergunta deveria ser: por que sua mãe chora tanto? Se um bebê tem uma erupção, a pergunta deveria ser: por que a mãe está tão permeável? Se ele não se conecta, parece deprimido, pergunte-se: quais são os pensamentos que inundam a mente da mãe? Se rejeita o seio: quais são os motivos que levam a mãe a rejeitar o bebê? , entre outras questões. As respostas residem no interior de cada mãe, mesmo que não sejam evidentes. É nesse sentido que devemos dirigir nossa busca, na medida em que a mãe tenha a intenção genuína de encontrar a si mesma e se permita receber ajuda.
Estamos acostumados a rotular as situações nomeando-as de maneira superficial: “chora por capricho”, “pegou um vírus”, “precisa de limites!”, etc. Claro que as bactérias e os vírus são necessários para realizar a doença, permitindo que a sombra se materialize em algum lugar propício para ser vista e reconhecida. Nesse sentido, cada bebê é uma oportunidade para sua mãe ou figura materna retificar o caminho do conhecimento pessoal. Muitas mulheres iniciam, com a experiência da maternidade, um caminho de superação, apoiadas por perguntas fundamentais. E muitas outras desperdiçam sem cessar os espelhos multicoloridos que aparecem diante delas neste período, ignorando sua intuição e achando que ficaram loucas, que não podem nem devem sentir este emaranhado de sensações disparatadas. O bebê é sempre um mestre graças a seu corpo pequeno, que lhe permite maior expansão no campo sensível. Por isso conseguem manifestar todas as nossas emoções, sobretudo as que ocultamos de nós mesmas. Aquelas que não são apresentáveis socialmente. As que desejaríamos esquecer. As que pertencem ao passado. Este período de fusão emocional entre o bebê e a mãe se estende quase sem alterações pelos 9 meses, quando o bebê consegue se deslocar de maneira autônoma. Só por volta do nono mês o bebê humano consegue atingir um estágio de desenvolvimento que os demais mamíferos alcançar poucos dias depois de nascer. Nesse sentido, podemos nos comparar com as fêmeas dos cangurus, que carregam suas crias durante um tempo dentro do útero e depois ao longo de um período semelhante fora dele, completando o desenvolvimento de que o bebê precisa para começar a manifestar sinais de autonomia.
AS CRIANÇAS SÃO SERES FUSIONAIS
Este modo intrínseco de se relacionar fusionalmente é comum a todas as crianças e transcorre lentamente. De fato, o recém-nascido, que só está fundido com a emoção da mãe ou da figura materna, necessita, à medida que vai crescendo e para entrar em relação com os demais, ir criando laços de fusão com cada pessoa ou objeto que ingresse em seu campo de intercambio. Assim vai se transformando em “bebê-pai”, “bebê-irmãos”, “bebê-pessoa-que-vai-cuidar-de-mim”, “bebê-objeto-que-tenho-nas-mãos”, em “bebê-outras-pessoas”, etc. O bebê é na medida em que se fundo com aquilo que o cerca, com os seres que se comunicam com ele e com os objetos que existem a seu redor, os quais, ao tocar, se transformam em parte do seu próprio ser.Isso significa que os bebê e as crianças pequenas são seres fusionais, ou seja, que, para serem, precisam entrar em fusão emocional com os outros. Este ser com o outro é um caminho relativamente longo de construção psíquica em direção ao “eu sou”.
Podemos ver um exemplo muito claro quando levamos uma criança pequena a uma festa de aniversário: as mães ficam ansiosas para que participe da empolgação, mas o pequeno não consegue sair da barra da saia do adulto. Depois, se aproxima dos animadores e observa. Quando a festa está chegando ao fim, a criança está entusiasmada, excitada, participativa e com vontade de ficar. Naturalmente não raciocina quando o adulto a puxa para ir embora. O que acontece? É um bebê caprichoso? Não, é uma criança saudável em franca fusão emocional. Precisa de tempo para estabelecer uma relação com o lugar, o ruído, o cheiro, a dinâmica, a atividade e os novos rostos... e quando já está pronto para se interrelacionar, é exigido dele mais uma vez que mude de realidade e recomece a fusão emocional com outra situação: a rua, a volta para casa, a pressa, o carro, etc. Normalmente as crianças aceitam se retirar quando levam consigo algo que as conecte com o lugar com o qual entraram em relação fusional.
É fundamental compreender que não estão sendo mal-educadas quando querem levar algum objeto, mesmo que seja insignificante (um carrinho, um doce, um enfeite), mas estão atendendo ao ser essencial da criança pequena. E que aquilo que os adultos tem de lhes oferecer é tempo para permitir que passem de uma fusão à outra. Alguns adultos se irritam diante da insistência das crianças em levar algum objeto da casa dos parentes ou amigos. Minha sugestão é que permitam, com o compromisso de devolver o objeto na próxima visita; caso contrário, as crianças acabam escondendo nos bolsos tudo o que podem, para horror dos pais, que, quando descobrem isso, ficam achando que a criança virou uma ladra!
Este estado fusional das crianças vai diminuindo com o passar dos anos, à medida que seu “eu sou” vai amadurecendo em seu interior psíquico e emocional. Mas cabe destacar que uma criança que foi levada a suportar grandes separações quando era muito pequena tenderá a permanecer em relações fusionais por muito mais tempo. Na idade adulta, isso se transforma em relações possessivas, cansativas, baseadas em ciúmes e desconfiança, que, na realidade, não passam de um grito desesperado de quem não quer ficar eternamente só.
INÍCIO DA SEPARAÇÃO EMOCIONAL
As crianças dão o grande salto por volta dos 2 anos, 2,5 anos. É quando dão início, naturalmente, a sua lenta separação emocional. O que acontece nesta fase? Começa o desenvolvimento da linguagem verbal. No princípio, chamam a si mesmas por seu nome na terceira pessoa do singular: “Matias que água”. Dentro da vivência da fusão emocional o menino está dizendo que Matias e Mamae querem água, porque são 2 em 1. Finalmente, um belo dia acordam dizendo “eu”: “Eu quero água”. Esse é o ponto de partida no caminho da separação emocional que leva à constituição do “eu sou”, que será concluído na adolescência.
Como podem perceber, essa passagem da fusão à separação requer do ser humano longos 13 ou 14 anos, conforme cada indivíduo. Como ficamos sabendo? Limitando-nos a observar as crianças e levando em conta como as situações emocionais de seus pais influem nelas. A título de curiosidade, pensemos nas crianças de 1 ano ou de 18 meses, que, ao olhar uma foto de si mesmas, costumar exclamar: “Mamãe!”. É que elas e a mãe são uma coisa só.
Chegar aos 2 anos e pensar, de maneira organizada, em si mesma separada dos outros representa um salto importantíssimo no processo de desenvolvimento da estrutura psíquica da criança. Não estamos nos referindo apenas aos domínio da linguagem verbal, mas a toda uma concepção de si mesmo como ser separado, capaz de interagir com os outros. A emoção, a completude com a mãe, deixa de ser tão absoluta. Perdem definitivamente o paradisíaco, pois através da fusão com a mãe os bebês se sentem unidos ao universo. Talvez os adultos não devessem esquecer que nós todos somos uma coisa só.
Tomado do blog Maternar consciente: http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2012/10/a-fusao-emocional-laura-gutman.html . Postado por Raphaela Rezende em 27 de outubro de 2012
Fonte original:Laura Gutman. A Maternidade e o encontro com a própria sombra.
O cocô do seu filho: o que é normal e o que não é
Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil
Destaques
O que é um cocô normal?
Como é o cocô da criança amamentada no peito?
Como é o cocô da criança que toma fórmula de leite?
Preciso tomar algum cuidado especial para passar do peito para a fórmula de leite em pó?
O que não é normal?
Veja o que é ou não normal no cocô do bebê
O que é um cocô normal?
Infelizmente, não há regra geral para definir um cocô normal, e tudo vai depender da idade da criança, se ela mama no peito ou não, e se ela já come outro tipo de alimento. O cocô do bebê passa por várias mudanças durante o primeiro ano, e logo logo você vai ter uma ideia melhor do que é normal para o seu filho.
O cocô do bebê: um guia em imagensUm mito precisa ser derrubado: não existe uma frequência certa para todos os bebês fazerem cocô.
Nos primeiros meses, a frequência depende muito do que ele mama -- leite materno ou fórmula industrializada. Bebês que mamam exclusivamente no peito podem tanto fazer cocô diversas vezes por dia (depois de cada mamada, por exemplo) como uma vez a cada três dias -- ou alguma coisa no meio termo. Não é preciso se preocupar, desde que as fezes estejam razoavelmente pastosas e não causem dor.
Os bebês que tomam fórmula de leite têm um pouco mais de tendência à prisão de ventre, por isso é preciso ficar de olho e logo conversar com o médico se houver sinal de desconforto por parte da criança.
Nos primeiros dias depois do parto, o bebê vai fazer um cocô bem esquisito: preto esverdeado, melecado, o chamado mecônio (veja na galeria de fotos acima). Trata-se de um material que se acumulou no intestino do bebê durante a gravidez. Depois dessa primeira fase, o cocô pode assumir cores e consistências variáveis -- às vezes é amarelo-ovo com grumos, às vezes é amarelo com grânulos verdes. Essa variação é absolutamente normal. O cocô tem cheiro, sim, mas não chega a ser um odor característico de fezes e não deve incomodar muito.
Como é o cocô da criança amamentada no peito?
O cocô de bebês amamentados é bem diferente do cocô de crianças que tomam fórmulas de leite. O colostro, aquele primeiro leite meio transparente que aparece logo depois do parto, funciona como uma espécie de laxante, ajudando a criança a eliminar o mecônio.
Quando o leite em si "desce", depois de cerca de três dias, o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor esverdeada, com um cheiro meio doce. A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com um aspecto mais coalhado.
Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarreia. É na verdade um cocô de "transição" entre o mecônio e o cocô da amamentação.
No começo, pode ser que o bebê faça cocô durante cada mamada -- ou logo depois dela --, mas logo você vai notar uma regularidade, para prever o momento ideal de fazer a troca de fralda. Essa rotina pode mudar de tempos em tempos, por exemplo quando ele começar a comer outros tipos de alimento, quando ficar doente ou se começar a espaçar mais as mamadas.
Lembre-se de que bebês amamentados no peito podem ter cocô de muitas cores e todas elas serem normais. Se não houver outros sintomas diferentes junto, a cor em si não é motivo de preocupação.
Como é o cocô da criança que toma fórmula de leite?
Quando o bebê mama leite em pó, o cocô é amarelo claro ou marrom amarelado, e mais consistente que as fezes do bebê amamentado, já que a fórmula do leite em pó não fica tão digerida quanto o leite materno. O cheiro também é mais forte, embora não tanto quanto crianças que já comem de tudo.
Crianças que tomam esse tipo de fórmula normalmente precisam fazer cocô todos os dias, porque, como as fezes são mais sólidas, elas incomodam se se acumulam no intestino. Quanto mais tempo elas ficarem lá, mais ressecadas e duras ficarão, na chamada constipação ou prisão de ventre.
Fale com o pediatra se seu filho apresentar esse problema. Não mude de leite por conta própria ou porque alguma conhecida dá outra coisa para os filhos. E não passe crianças menores de um ano para o leite de vaca, porque o sistema digestivo delas não está maduro para processá-lo, e elas podem acabar tendo problemas mais sérios.
Preciso tomar algum cuidado especial para passar do peito para a fórmula de leite em pó?
Caso a mudança seja mesmo necessária, faça a transição devagar, ao longo de pelo menos 15 dias, a menos que seja impossível.
Com alteração gradual, o sistema digestivo do bebê terá mais tempo de se adaptar e evitar a prisão de ventre, e ao mesmo tempo suas mamas vão se acostumando à redução da demanda, para não ficarem cheias e doloridas depois.
Quando o bebê estiver totalmente adaptado ao leite em pó, o cocô dele pode mudar completamente, tanto no aspecto quanto na frequência.
O que não é normal?
Diarreia: O cocô fica muito líquido, quase água, e a frequência aumenta. Bebês amamentados no peito correm menos risco de ter diarreia em comparação a bebês que tomam fórmula de leite, porque o leite materno inibe a proliferação dos microorganismos que causam o problema.
Bebês que tomam leite em pó ficam mais sujeitos a infecções, por isso é vital esterilizar mamadeiras ou copinhos e sempre lavar bem as mãos. A diarreia pode acontecer devido a uma infecção viral ou bacteriana, ao consumo excessivo de frutas ou suco ou como reação a um remédio. A introdução de novos alimentos e a alergia também podem provocar diarreia.
Na época em que os dentes nascem, o cocô também pode ficar mais líquido, mas não chega a ser uma diarreia, por isso investigue outros motivos.
Uma diarreia que não melhore sozinha em um ou dois dias indica que há algum tipo de infecção, portanto é necessário procurar o médico para não correr risco de desidratação.
Prisão de ventre: A constipação verdadeira não é só o bebê ficar todo vermelho, fazendo muita força, quando vai fazer cocô. Entre os sintomas estão extrema dificuldade em defecar, cocô com aspecto de pedrinhas, dor abdominal, enrijecimento da barriga, irritabilidade e às vezes presença de sangue nas fezes, por causa de fissuras anais (pequenas rachaduras na pele do ânus) provocadas pela passagem do cocô ressecado.
Bebês que mamam no peito têm menos propensão à prisão de ventre que crianças que tomam fórmula, mas isso não quer dizer que ela não ocorra e possa ser bem sofrida.
Misturar fórmula demais e água de menos no leite do bebê pode provocar constipação, então sempre siga as instruções do fabricante quando fizer a mamadeira. Febre, mudanças na alimentação e certos medicamentos também podem prender o intestino.
Sempre consulte o pediatra se seu filho estiver com prisão de ventre, e especialmente se você observar sangue nas fezes. Ele provavelmente orientará você a aumentar a ingestão de líquidos do bebê, e a acrescentar mais fibra na alimentação dele, se ele já estiver comendo outros alimentos (dando mais mamão ou ameixa, por exemplo).
Cocô verde: Se as fezes do bebê estiverem verdes e meio espumosas, é possível que ele esteja recebendo lactose demais. Isso acontece quando a criança mama com frequência no seio, mas não chega a tomar o leite posterior, mais rico em calorias, que vem no fim da mamada. Certifique-se de que o bebê está esvaziando completamente um lado antes de passar para o outro. Se nada mudar em 24 horas, é melhor conversar com o pediatra.
A persistência do cocô verde também pode indicar a presença de um vírus, sensibilidade a algum alimento, ser fruto do tipo de fórmula que você está dando ou resultado de alguma medicação. Na dúvida, procure atendimento médico.
Sangue nas fezes: Traços de sangue no cocô do seu bebê podem aparecer se ele estiver com prisão de ventre, e a passagem das fezes causar fissuras na pele do ânus. Mas sempre consulte o pediatra no caso de encontrar sangue, para descartar qualquer outra possível causa, como a alergia ao leite de vaca (mesmo que o bebê mame apenas no peito e seja a mãe quem consome o produto).
Tudo é novidade, tudo parece estranho, tudo assusta
Ninguém ensina a gente a ser mãe, não existe PhD em maternidade, a gente engravida e tudo já parece um bicho de 7 cabeças. Aquilo que acontecia todo mês, a menstruação, pára de uma hora pra outra, você não se sente mais aquela miss, as roupas de grávida são um tanto estranhas, aquele jeans não cabe mais e você não pode mais fazer as mesmas coisas como abaixar, ir a um show de metal.... mesmo que eu tenha feito e algumas pessoas olhassem com reprovação. Você começa a cair na real que tudo vai mudar mesmo que contra suas expectativas. Sem contar que todos vão dar palpites sobre tudo e provavelmente te irritar, porque você não será boa mãe.
Mas você descobre que ir ao medico todo mês se torna um prazer: ouvir o coração daquele ser que cresce no seu ventre.
TUDO MUDA.
Toda mudança causa um certo medo, porque você nunca sentiu tudo aquilo e descobre que os hormônios realmente existem e te causam muitas sensações.
Ai você tem medo de fazer algo que não faça bem ao seu bebe, não pode ficar gripada (eu fiquei), não pode tomar uma lista de remédios, tem medo que ele nasça prematuro, ou pequeno demais ou grande demais, aí vem o parto e você tem medo da dor, no meu caso eu tinha mesmo, era muita curiosidade.
Você lê milhares de textos sobre cada semana da gravidez, sobre o parto e a melhor forma de se preparar pra ele.
Particularmente, eu li muito, depois vou recomendar algumas leituras e vídeos: sim, assisti muitos partos cesarianos e naturais.
Fiz Ioga e acupuntura, queria um parto natural e tinha tudo pra dar certo: meu bebe estava encaixado e tudo corria bem. Aprendi maneiras de respirar (que não usei) e posições na hora do trabalho de parto, ajudou muito.
A acupuntura me ajudou muito na ansiedade, para lidar com o fim da gravidez.
Depois nasce finalmente seu bebe, você olha pro rostinho do ser que foi gerado e sentiu os chutes, soluços, etc. A primeira vontade é tê-lo em seus braços e logo vem a vontade de amamentar. Aí o que acontece: Você imaginava que ia ter litros de leite logo depois que ele nascesse e a primeira novidade é que seu leite maduro pode demorar até 10 dias pra descer, normalmente vem no terceiro dia, o que sai do seu peito é um tantinho de colostro que todos insistem em pôr na sua cabeça que é pouco pro bebe, que ele vai ficar com fome. Logo pensei: não vou ter leite, cai na tentação de dar leite artificial pra ele, mas meu leite veio com força no terceiro dia e larguei esse leite artificial.
Cheguei em casa com meu príncipe e aquele medo de fazer algo errado pra ele me veio à cabeça: será que é melhor dormir de lado ou de barriga pra cima? Muitos pediatras dizem cada coisa diferente e acabei optando por colocá-lo de lado e pronto. Mas até chegar a essa conclusão foram noites e noites deixando ele de lado e acordando mesmo sem ele chorar pra ver se estava tudo bem.
A gente dá a luz ao nosso filho e imagina que ele vai vir dizendo o que precisa, mas não é bem assim. O choro se torna um grande desafio, ele chora e a gente põe no peito, muitas vezes é fome, mas o grande obstáculo é quando ele vai pro peito e continua a chorar. Fralda? Limpa! Frio? Agasalha! Calor? Tira uma peça de roupa! Continua a chorar mesmo assim... Colo? Já está no colo e continua chorando! Aí voce se desespera, será que é cólica? Faz bicicletinha, põe compressa quentinha... Quando vai pro berço ele volta a chorar. Sim, já passei noite e noites com ele no colo, deixava no peito e ele dormia, levantava pra colocar no berço e ele acordava chorando... Uma luta!
Como eu não era a favor da chupeta por mil coisas que li, não dava de jeito nenhum. Com 4 semanas resolvi comprar aquela indicada e foi o que ajudou ele a dormir. Já escrevi sobre isso em outra postagem, agora o que faço é: Mamou bastante, ficou no colo, troquei fralda, não tá com frio nem calor, nem cólica, dou chupeta! Bebes tem necessidade de sucção e isso acalma, sou uma pessoa mais tranquila quanto a isso.
A realidade é que a gente não nasce sabendo e experiencias de outras pessoas não são transferidas, claro que podemos aprender com algumas pessoas, mas aquele medo inicial vai de pessoa pra pessoa e não tem curso de gestante que tire.
Pra quem tá começando, fiquem tranquilas, ninguém foi feito na mesma fôrma que o outro, mas somos muito parecidas: bebes que ficam o dia todo no peito e mães que ficam cansadas porque não dormem a noite e ficam o resto do dia com seu bebe, por conta dele somente.
Infância não é carreira e filho não é troféu
http://www.todacriancapodeaprender.org.br/infancia-nao-e-carreira-e-filho-nao-e-trofeu/
Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.
Veja alguns exemplos abaixo:
Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:
Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?
Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.
O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.
Veja alguns exemplos abaixo:
Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.
E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:
Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.
Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?
O que posso fazer para aumentar o leite? - Carlos González
pelo pediatra Dr Carlos González
“Por que você quer ter mais leite? Pensando em abrir uma fábrica de laticínios?
A preocupação que as mães apresentam sobre produção suficiente de leite é antiga: séculos atrás, quando todas amamentavam, preces eram direcionadas aos santos e às virgens “especialistas” em leite bom e abundante e as mães usavam ervas e poções com reputação sólida.
Talvez o medo venha da ignorância. As pessoas acreditavam que a quantidade de leite dependia da mãe – havia mães que produziam muito leite e outras que tinham pouco; mães que secretavam leite bom e outras que faziam leite fraco.
Na maioria dos casos, a quantidade de leite não depende da mãe, mas do bebê. Há bebês que mamam muito e outros que mamam pouco e a quantidade de leite será sempre exatamente o que o bebê retira.
Exatamente? Sim. A produção de leite é regulada minuto a minuto pela quantidade de leite que seu bebê tomou na mamada anterior. Se o bebê estava faminto e rapidamente esvaziou o seio, o leite será produzido com grande velocidade. Se, contudo, o bebê não estava muito interessado e deixou o seio meio cheio, a produção de leite será de forma mais lenta. Isso já foi demonstrado através de cuidadosos cálculos medindo o aumento no volume disponível no seio entre mamadas.
Para a mãe que tem leite insuficiente, ou seja, menos que o bebê dela necessita, uma das seguintes condições TEM que estar presente:
1. Um bebê que não mama o suficiente (por exemplo, se o bebê está doente, cheio de água com açúcar ou chazinho ou tomou mamadeira);
2. Um bebê que mama, mas incorretamente (por exemplo, se o bebê posiciona a língua incorretamente porque acostumou-se com chupetas ou mamadeiras, ou está fraco porque tem perdido muito peso ou devido a um problema neurológico).
3. Um bebê que não é permitido mamar em livre demanda , porque as pessoas querem alimentá-lo em horários rígidos ou entretê-lo com uma chupeta quando ele mostra sinais de fome.
Além dessas três circunstâncias (ou algumas poucas outras que podem ocorrer muito raramente), praticamente todas as mães tesrão exatamente a quantidade de leite de que o bebê delas necessita.
Então, quando me perguntam “como posso aumentar o volume do meu leite?”, a primeira coisa a ser estabelecida é se realmente existe um problema (se o bebê está perdendo peso ou engordando muito lentamente). Se este for o caso, será um problema de descobrir qual das três circunstâncias acima está envolvida (ou talvez todas as três) e corrigir isso. Se o bebê está doente, precisamos descobrir o problema e tratá-lo. Se ele está tão fraquinho que não consegue mamar, então tire o leite e alimente-o usando outro método. Se ele está chupando chupeta ou tomando água, pare de dar os dois. Se ele estava tomando mamadeiras, pare com elas também (isso deverá ser feito gradualmente, se ele estava tomando várias). Se a posição for o problema, corrija-a para ele aprender. Um grupo de apoio à amamentação pode ser útil (veja www.lalecheleague.org)
Contudo, há muitas, muitas situações em que a mãe acredita (erroneamente), por uma ou outra razão, que ela não tem leite suficiente.
Alguns dos “sintomas” de pouco leite são:
• O bebê chora
• O bebê não chora
• O bebê quer mamar com freqüência inferior a 3 horas
• Já se passaram 3 horas e o bebê não está pedindo pra mamar
• O bebê leva mais de 10 minutos para mamar
• O bebê mama e em 5 minutos não quer mais
• O bebê mama de noite
• O bebê não mama de noite
• Minha mãe também não teve leite
• Minha mãe tinha muito mais leite que eu
• Meus seios estão cheios demais
• Meus seios estão vazios e murchos
• Meus seios são imensos
• Meus seios são pequenos demais
• Eu não tenho bico
Quando preocupada com estes sintomas, a mãe decide fazer alguma coisa para aumentar sua produção de leite. Se ela decide fazer algumas coisa inútil, mas inofensiva, como comer amêndoas ou acender uma vila para Santo Antônio, provavelmente nada deruim acontecerá e é possível que sua fé faça com que ela credite que seu leite aumentou e todos ficam felizes. Mas algumas vezes a mãe tenta alguma coisa que funciona, ou pelo menos tem o potencial para funcionar. Nestes casos, os conselhos das pessoas que sabem alguma coisa sobre lactação humana pode fazer mais mal que bem, especialmente nos casos em que a mãe não tinha problemas de produção suficiente de leite.
O caso desta mãe retrata a profundidade da angústia que pode ser provocada quando se juntam a regra dos 10 minutos, o ganho de peso e alguns conselhos que parecem razoáveis, ainda que irrelevantes, já que não havia problema a ser solucionado:
Meu filho tem 3 meses e 10 dias. Ele pesa somente 4,640g. Nasceu com 3,120g e perdeu peso nos primeiros dias, chegando a 2,760g. O maior problema é que ele nunca quer mamar. Primeiro, eu o amamentava a cada 3 horas, mas ele sempre mamou só um pouquinho. O pediatra sugeriu que eu amamentasse a cada 2 horas, mas as coisas não melhoraram e me sugeriram que eu o colocasse no peito o tempo todo. As coisas pioraram. O bebê só mama bem à noite e durante o dia quando ele está sonolento. Eu já tentei tudo o que me aconselharam: tirei leite com a bomba antes de dar o peito, assim ele pode mamar o leite mais calórico e até eliminei tudo de laticínio da minha dieta. Nada adiantou e ele está me deixando louca. Já tentei dar mamadeira e ele não quer. O pediatra disse que ele é saudável (fez vários exames de laboratório) e normal, mas estou muito estressada. Vivo em constante desespero, preocupada se ele vai mamar direito na próxima mamada ou não, sempre observando para colocá-lo no peito quando ele vai dormir e ver se ele engole. Eu não posso sair de casa, porque ele pode querer mamar. Estou preocupada porque o peso dele está abaixo da média.
O peso deste bebê está no percentil 7 da curva, ou seja, 7 de cada 100 bebês saudáveis desta idade pesam menos que ele. Isso dá 280.000 dos 4 milhões de bebês nascidos todo ano nos Estados Unidos. Como será que as mães dos outros 280.000 bebês estão sobrevivendo? Esse peso é absolutamente normal.
Contudo, o problema não era o peso, mas o fato que o “bebê mama muito pouco”. O que isso significa aqui é que (uma vez que o bebê é amamentado e a gente não tem como saber o quanto ele mama) o bebê mama muito rápido. Quanta dor teria sido evitada se esta mãe soubesse que alguns bebês mamam super rápido e outros bem lentamente e que não é necessário olhar o relógio. Teria sido tão melhor se da primeira vez que a mãe dissesse “meu bebê mama pouco”, alguém tivesse dito “claro! Ele é tão esperto que já descobriu como mamar com eficiência e rápido”. Ao invés disso, ela foi informada de que havia um problema, o bebê não estava mamando o suficiente... e receber conselho para amamentar mais vezes. Conselho destinado ao fracasso, já que o bebê não precisava mamar mais e não conseguia.
Em 4 meses, a situação deteriorou ao ponto de que o bebê só mama dormindo. Um psicólogo poderia ter falado sobre o assunto, mas não precisamos procurar razões psicólogicas abstratas para perceber que, se o bebê mamou dormindo já tomou tudo o que precisava (o que é evidente já que ele cresce normalmente) e é impossível adicionar mais mamadas depois que ele acorda. Ele comeria o dobro do que precisa.
O bebê não será capaz de mamar acordado se a mãe continua a amamentá-lo enquanto ele está dormindo. Ele só tem 4 meses, ainda vai experimentar sólidos e passar pela perda normal de apetite com 1 ano de idade. Se algo não mudar, a situação familiar ficará desesperadora.
Como o bebê vê esta situação? Claro, ele não entende o que está acontecendo. Ele não sabe que precisa mamar 10 minutos, nem que seu peso está no percentil 7. Ele estava bem, mamando quando queria, quando de repente coisas estranhas começaram a acontecer. Ele estava sendo acordado para mamar com muita freqüência e o melhor que ele podia fazer era ser flexível, fazendo as mamadas mais curtas, claro. Algumas vezes alguém tirava o leite desnatado do início da mamada e já no primeiro gole ele recebia creme de leite, cheio de gordura e caloria. Como era de se esperar, fazia as mamadas ainda mais curtas. Naturalmente, ele não aceitava a mamadeira (“mas eu já mamei 8 vezes hoje!” ). A cada mudança, ele respondia de maneira lógica, incapaz de compreender a sua mãe e os conselhos que ela recebia. Algumas semanas atrás ele começou a ter “pesadelos” estranhos. Ele sonha que um peito é introduzido na sua boca e que seu estômago enche-se de leite. A coisa mais estranha de todas é que o sonho é tão real, que ele até acorda com a barriga cheia e incapaz de mamar durante o dia.
Sua mãe parece mais preocupada a cada dia que passa; ele a vê chorando e isso o assusta. Se ele pudesse falar, diria a mesma coisa que sua mãe diz à gente “ela está me deixando louco”. E se ele fosse capaz de entender o que se passa, ele certamente faria um esforço para mamar bem lentamente e ficar 10 minutos no seio (mamando a mesma quantidade, claro, não há motivo para procurar uma indigestão). E isso faria todos felizes. Mas ele não entende o que acontece e não pode fazer um gesto de boa vontade. Somente sua mãe pode mudar; senão o problema permanecerá por muitos meses ou anos.”
Do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González.
Tradução de Flávia O. Mandic
Dicas Para viagens de avião de mães com bebes de colo
- Ao escolher o horário do vôo pense em um horário tranquilo para o bebe, no possível que não tenha que acordar ele no meio da soneca para sair. Pessoalmente com minha bebe menorzinha sempre preferi viajar bem tarde da noite, coisa que ela ia dormida a maior parte do tempo. Mas agora que está maior prefiro que seja bem cedo de manha, porque assim ela está bem humorada e gosta de ver a movimentação do aeroporto e interagir com as pessoas, além de dia é mais facil distrair a criança maior no avião, pode ver pela janela ou até fazer um pouco de bagunça sem incomodar ninguém. Lembre ter em mente seu filho antes de comprar a passagem.
-72 horas antes do vôo liga na cia. aérea para verificar que vai ter direito ao assento conforto por viajar com bebe de colo, algumas pedem para reservar com antecedência, mesmo que seja determinação da ANAC. Não aceite ficar no corredor, quem passar pode bater na perninha ou cabeça do bebe, fica do lado da janela até porque assim ele pode se distrair.
- 72 horas antes também pode reservar o berço casso tenha essa possibilidade na cia. aérea, pesquise politicas da empresa, algumas oferecem de graça outras cobram uma taxa. O berço geralmente tem especificação de peso, estatura e idade, 1 ano, 70 cm e até 11 Kg. Muitos bebes de 7 meses já não podem usar. Mesmo que consiga usar ele é muito estreito e o bebe usará apenas para dormir.
- Sempre calcule além do tempo de check in e vôo mais três horas de embarque, desembarque e pegar as malas.
- O melhor é usar wrap sling para a espera no aeroporto, incluso até na poltrona do avião é mais cômodo para eles e para nos, eles descansam e nos também, principalmente em viagens longas. Além que acalma eles na correria do aeroporto. Se o bebe for maior pode usar a postura de lado.
-Não conta com os carrinhos das cia. aéreas, nunca tem disponível (ainda mais se é São paulo). Se você prefere carrinho pode levar o seu e entregar na hora de embarcar, mas ele vai contar como bagagem. Veja com cia. aérea a franquia de bagagem cortesia para o bebe, geralmente são 8-10 kg. Lembre que bebe até 23 meses não paga passagem então não tem direito a bagagem individual. Bebe conforto e carrinho tipo guarda-chuva geralmente é cortesia mas se previna e pergunte antes.
- Deixa todo pronto com antecedência, coisa que a véspera somente tenha que verificar se está todo pronto. No meu caso faço lista porque minha cabeça e uma bagunça!
-Eu pedi uma certidão de nascimento de carteira para carregar junto aos meus documentos e facilitar na hora que são requeridos, e levo o mínimo de coisas possíveis na mão (geralmente a bolsa dela e ali meus documentos). Viagens internacionais, dependendo do destino podem exigir passaporte da criança, então se programe com bastante tempo o tramite de passaporte pode demorar (verifique disponibilidade de citas pela internet na pagina do DPF). Países do Mercosul e associados a viagem pode ser feita com documento de identidade com foto, ou seja, vai precisar tirar RG da criança.
- Se vai viajar sozinha com seu filho para o exterior verifique com anterioridade as politicas de migração de menores do Brasil e do pais de destino.
- Se o bebe tem mais de seis meses se prepara com varias refeições, frutas para dar raspadinhas (pera, maçã, ameixa), não esqueça de colher de plástico. A comida do bebe é permitida apesar das politicas de antiterrorismo das Cia. aéreas. Lembre que se está no peito mesmo maior de 1 ano ele vai lhe sustentar. Por um dia seu bebe não vai se desnutrir. Algumas Cia. aéreas oferecem refeição de criança ou bebe, que é basicamente papinha da nestle. Particularmente não gosto e não recomendo.
- Descansem muito bem o dia anterior assim as chances de ter choradeira diminuem. Principalmente porque não vai ter efeito vulcânico acumulado, e você terá mais disposição a para cuidar do seu bebe.
- Leva o compra docinhos ou chocolates para você, num aperto de estresse são uma ajuda e tanto.
- Leva varios brinquedinhos suaves que o bebe goste, incluindo mordedores, quiçá um livro fofinho, e que não façam barulho, pode incomodar outros passageiros. Você vai apresentando um a um durante o vôo, quando ele enjoar de um apresenta o próximo assim o matem sempre entretido com a novidade, e se acabam tem revista de avião, celular do papai etc. Se for maior de 1 ano, giz de cera, carimbos coloridos, adesivos, papel em branco fazem sucesso.
-Leva agua para você (e o bebe se é maior de 6 meses) e soro para o nariz, o ar condicionado do avião é muito seco . Álcool gel é super importante, mas pote pequeno (não mais de 90 mL).
- Leva um cobertor do bebe na mão pode esfriar no avião.
- Eu prefiro embarcar primeiro assim posso me ajeitar sem incomodar ninguém, como eu entro com ela no sling quando tive que entrar por ultimo tropecei com todo mundo, e sempre tem aquele que não senta para atrapalhar ainda mais.
- Na decolagem e no pouso coloque para mamar, isso lhes ajuda para compensar a pressão no ouvido, se você sentir desconforto no ouvido durante o vôo provavelmente ele também e o peito sempre é o melhor remédio para o bebe, para você um chiclete soluciona bem. Se há choro também suspeite de desconforto do ouvido.
-No avião a maioria dormem uma beleza, por causa do movimento e o som monótono, mas se acontecer choro de cansaço, então bota para dormir, nem que precise embalar no meio de corredor.
- O banheiro do avião tem trocador, é estreito mas serve, então é uma preocupação menos. Pode até usar fralda noturna, mas se a viagem é de mais de 10 horas ou ele fizer cocô não vai ter problemas para trocar.
- Compra bebidas para se hidratar muito no avião, principalmente se viaja a noite, é muito incomodo ter que chamar a aeromoça para pedir agua, e amamentando a gente sente mais sede.
- Num aperto pode até dar um passeio com ele pelo avião.
-Se for viajar cedo saindo ainda escuro, eu deixo minha bebe vestida a noite assim apenas troco a fralda e saímos. Não se preocupa que no sling eles dormem uma beleza.
Fazendo a mala do bebe
Estas são algumas dicas para preparar a mala do bebe:
-Antes de fazer as malas verifique as condições climáticas do destino, se estará chuvoso, quente ou gelado; mas não confie cegamente sempre se prepare com roupas coringa, aquelas que pode vestir no calor e apenas precisam um agasalho por cima para o frio.
-Prefira roupas separadas, camisetinhas, calças, shorts, meias, etc. Caso aconteça um acidente (vazamento de fralda, regurgitamento, comida, etc) não terá que trocar toda a roupa do bebe apenas a peça afetada.
-Se for viagem turística (ficando em hotel ou posada) conte uma muda e meia de roupa para cada dia de viagem. Mas se for ficar na casa de um familiar e pode facilmente lavar e secar roupas do bebe uma muda por dia é suficiente. Se for um lugar frio pode contar um agasalho por dia, e prefira os de soft ou moletão, são mais fáceis de limpar com um paninho se cair sujeira. Os de tricô ou de crochê são pesados e se sujam só podem ser limpos lavando. As jaquetas impermeáveis são ótimas, elas podem durar até 1 semana e sei limpas com pano molhadinho
-Incluía roupas de dormir, incluindo pijamas (1-3), lençol e cobertor para o bebe.
-Existem babadores com manga, eles são muito uteis para proteger as roupas do bebe no momento da comidinha. Também há versões descartáveis que se encontram em lojas de bebe. Não se esqueça de levar um pano para se proteger você também (bebes jogam comida para todos os lados).
-Não se esqueça da tolha do bebe, uma toalha de rosto e se pode levar muitas fraldas de boca, e uma ou duas fraldas de tecido tipo cremer (podem fazer as vezes de toalha numa emergência).
-Dependendo do lugar não precisa levar o pacotão de fraldas (ocupa muito espaço da bagagem), leve apenas para um ou dois dias e compra o resto no lugar. Se não é uma região inóspita deve ter farmácias. Mas se você não conhece o lugar ou ficará em um hotel longe da civilização é bom se prevenir.
-Na bolsa de mão coloque uma muda de roupa do bebe e fraldas suficientes para um dia inteiro (além da viagem). Não é comum, mas vai que sua bagagem seja perdida (comigo já aconteceu).
-Se usar uma marca especifica de sabonete e shampoo no bebe (e não pode ser outra senão essa) melhor levar de casa, em lojas de 1R vendem potinhos para poder embasar quantidades menores (coloque numa sacola para proteger as roupas caso tenha vazamento). Mas se não tiver problema em trocar de marca pode comprar no lugar.
-Sempre leve um kit básico com protetor solar, hidratante corporal, repelente, soro para o nariz, o antitérmico da sua preferência, termômetro, pomada para assadura, lencinhos umedecidos e algodão.
Outras considerações
-Lembre que estará num lugar novo para o bebe ao qual ele não está acostumado, e toda novidade carrega consigo insegurança, então não ache estranho o bebe solicitar muito mais o peito durante a viagem.
- As mudanças de ambiente, seja, clima, altitude ou apenas local estimulam ao bebe, então não é raro presenciar um pico de crescimento ou salto de desenvolvimento na viagem (mesmo fora de época). Entenda que o bebe não faz por mal, a sua melhor ferramenta nesse caso é sling e peito.
- Aproveite a viagem, mesmo que seja por obrigação, se permita algumas liberdades, esqueça da rotina da casa e relaxe, vai em restaurantes (use o sling, peça cadeirão), use os espaços criança, não se aferre à rotina do bebe, se ele está no sling ou carrinho vai dormir mesmo fora de casa/hotel.
Boa viagem.
A NATUREZA DA DEPENDÊNCIA
Texto de Peggy O'Mara, Editora da revista Mothering (Maternagem)
Recentemente, conversei com uma amiga que teve seu primeiro bebê há seis meses. Essa amiga comentou que iria começar a dar a mamadeira para seu bebê de forma que ele pudesse ter comida sempre que desejasse. O que eu realmente pude sentir foi que ela creditava que poderia, através disso, ensinar seu bebê a ser mais independente e que, por isso, talvez, sentisse que a dependência de sua criança fosse causada por uma deficiência dela. Nota-se que minha amiga partilha das concepções erradas que existem atualmente de que a dependência é ruim e a independência é algo que pode ser ensinado. Mas ai existe um engano. A independência é uma condição que surge da própria relação da criança com a dependência.
Nós temos um preconceito cultural muito grande em relação à dependência. Qualquer emoção ou comportamento que indique fraqueza, representa dependência. Isto fica evidente na maneira como nós forçamos nossas crianças a realizarem coisas que estão além de seus limites pessoais. Com isso, estamos afirmando que os padrões externos são mais importantes que a experiência interna da criança. Fazemos isso quando desmamamos nossas crianças em vez de confiar e acreditar que elas possam fazer isso por sua própria conta e na hora certa; quando nós insistimos que nossas crianças se sentem à mesa e comam toda a comida só porque achamos que o alimento que escolhemos é mais saudável e eficiente, em vez de confiarmos, que eles comerão bem, comendo o que está de acordo com o apetite deles; e quando nós os treinamos para a higiene numa idade muito precoce em vez de confiar que eles aprenderão usar o banheiro quando eles estiverem neurologicamente prontos.
Quando nós, que somos pais, assumimos que sabemos o que é melhor para nossas crianças no que diz respeito à experiência interna deles, e que somos nós que temos que lhes mostrar quando e como realizar determinadas tarefas características do desenvolvimento humano básico, nós os ensinamos que os padrões externos são mais importantes e mais precisos do que os que eles sentem e pensam.
Dois estudos científicos recentes refletem este preconceito cultural que despreza a fraqueza e a dependência das crianças. Um dos estudos comparou crianças que iam ser e estavam no colo de suas mães e crianças que foram vacinadas sem a presença de suas mães. As crianças que foram vacinados na ausência de suas mães choraram muito menos. De posse desses dados, os investigadores concluíram que seria melhor que os pediatras desencorajarem a presença das mães durante vacinação porque as crianças poderiam controlar melhor suas reações às injeções na ausência delas. Obviamente, os investigadores deste estudo foram parciais no que diz respeito às expressões emocionais e acreditaram que a expressão emocional das crianças sob tensão era uma forma de fraqueza.
Minha experiência é bem diferente. Eu notei que meus quatro filhos comportam-se de formas diferentes quando nós estamos em viagens ou estamos longe de casa. Nas viagens, eles controlam bem coisas, se dão bem entre si, e aceitam horas irregulares de sono irregulares ou mudanças na alimentação, mas ao voltar para casa é que as coisas mudam. Em casa, eles brigam, choram, e brincam. Eu acredito que esse é um comportamento normal para pessoas de todas as idades. É comum que as pessoas se unam quando enfrentam uma situação estressante ou então, isolarem-se e mesmo brigarem quando estão em território seguro. Para uma criança, o território seguro é a casa, a mãe, ou o pai.
Então, era perfeitamente normal para aquelas crianças que iam ser vacinadas, chorassem sob a tensão da experiência, na presença de suas mães. A presença das mães dava-lhes liberdade e confiança para que chorassem. A conclusão deste estudo poderia ser: Que é melhor que as mães das crianças estejam presentes quando as crianças forem vacinadas. Assim elas podem controlar melhor a sua experiência de sentir medo, expressando-o.
Um estudo administrado por Margaret Burchinal da Universidade de Carolina do Norte em Chapell Hill, e publicado em fevereiro 1987 na Psychology Today, compararam crianças jovens que foram cuidadas em casa por suas mães desde o nascimento, com outras crianças que haviam ficado em creches desde a tenra infância. Este estudo concluiu que as crianças criadas fora de casa pareciam menos inseguras do que aquelas que haviam ficado em casa com suas mães. Poderíamos discutir que o que "parece" ser insegurança é uma avaliação subjetiva que não tem bases cientificas. Minha experiência diz que a insegurança é uma resposta absolutamente “apropriada” e normal. As crianças jovens são especialmente sensíveis a pessoas novas em seu ambiente, e esta sensibilidade muda na medida em que seu ambiente se altera. Por exemplo, cada um de meus filhos relaciona-se de forma diferente com estranhos. Esta diferença está diretamente ligada com quantas pessoas nós encontramos fora de nossa casa. Meu quarto filho que cresceu fazendo contato com muitas pessoas que trabalhavam comigo na revista, às vezes parece uma criança mais segura do que minha primeira filha que foi criada num ambiente rural, onde era vivia mais isolada.
As pessoas que estudam animais lhe dirão que bebês animais, conhecidos por sua curiosidade, são mais cautelosos que curiosos. Seria a precaução ou a cautela consideradas uma forma de insegurança? Às vezes agimos como se desejássemos que nossas crianças “surgissem do útero”, completamente socializadas, e não aceitamos as experiências que elas têm com o mundo e nem suas personalidades individuais. Mas é simplesmente o passar do tempo que desenvolve a socialização. Não há como apressar isso sem causar problemas.
Quando rejeitamos as expressões de fragilidade da criança – comportamento que nós também rejeitamos em adultos - nós criamos uma guerra dentro delas. Em primeiro lugar, nós estabelecemos um padrão arbitrário de comportamento que pretende determinar o que é melhor para que eles possam construir a própria experiência. Por outro lado, nós lhes ensinamos o hábito de rejeitar respostas imediatas e afetivas em favor da razão e do intelecto.
Foi só recentemente que eu comecei a aprender a aceitar as emoções mais “frágeis” de meus filhos. Quando minha primeira filha (agora com 12 anos) era um bebê, eu ficava assustada cada vez que ela se feria. Eu corria para acudi-la porque eu achava que aquela era uma experiência terrível com qual ela não tinha condições de lidar. Minha resposta exagerada ensinou minha filha a acreditar que se ferir, era uma experiência terrível e insuportável. Já com meu quarto filho eu agi diferente. Quando se fere, ele faz um tremendo barulho. Mas eu não corro ou fico em pânico. Eu não tento fixar nele idéias ou sentimentos que são meus. Ela grita e corre, e eu tive que me treinar para deixa-la se arranjar. A aceitando sua resposta emocionalmente rica, e tratando o dano que ela sofreu com carinho e sem indiferença, observei que sua reação emocional "extrema" normalmente é curta. Quando ela pode sofrer sua realidade emocional completa, ela logo fica livre para abandona-la e entrar em contato com outras realidades que vão surgindo nos momentos seguintes.
Certamente, algum controle de nossos impulsos internos é necessário na medida em que vivemos como seres sociais. É através desse tipo de controle que nós aprendemos o que é um comportamento socialmente aceitável como por exemplo, usar um banheiro, comer com uma colher, e vestir determinadas roupas. Mas quando este controle da experiência interna pelo intelecto torna-se moralista em vez de ser socializada e prática, quando fica muito extremada, ou quando nós insistimos constantemente em fazer nossos filhos a acreditar que nós sabemos o que é melhor para eles, nós lhes roubamos o direito inato e essencial da auto-regulação.
A criança que cresce com essa falta de senso de auto-regulação, desconfiada de si própria e de sua própria experiência interna, pode se tornar um adulto vitimado por hábitos ruins. Quando eu olho à minha volta e vejo a maioria das pessoas lutando com comportamentos compulsivos - comendo demais, sendo excessivamente responsáveis, fumando cigarros, tomando drogas, se matando de trabalhar, se embebedando com álcool ou que vivem em busca de um guru - tentando de algum modo achar a perfeição fora de si próprio ou tentando se esforçar obsessivamente para encontrar a “perfeição”. Eu acredito que estas compulsões e hábitos têm suas origens nas repressões aparentemente bem planejadas da infância. Uma criança a quem é ensinado exercitar o controle se utilizando padrões externos, cria uma divisão interna que gera conflitos entre o que é imediatamente experimentado e o que se supõe que poderia ser. Aprende a acreditar que há um modo perfeito de ser.
Nossa função como pais, é entender e honrar a natureza de dependência na criança. Dependência, insegurança, e fraqueza são estados naturais para a criança. A bem da verdade, estes são estados naturais para todos nós, mas para as crianças - as crianças especialmente jovens - são condições predominantes. E eles serão superados. Da mesma maneira que nós deixamos de engatinhar e começamos a andar, deixamos de balbuciar e começamos a falar, passamos da condição assexuada da infância para a sexualidade da adolescência, nós atingimos nosso fins. Como humanos, nós nos movemos da fraqueza para a força. Nós passamos da incerteza ao domínio. Enquanto nós nos recusarmos reconhecer as fases que vem antes do domínio, estaremos ensinamos para nossas crianças a odiar e desconfiar de sua própria fraqueza, e os introduzimos numa vida cheia de tentativas de reintegrar as suas personalidades.
Eu não posso insistir na importância de confiar em nossos filhos; de confiar inteiramente neles. Ao aceitarmos as fraquezas deles como também as suas forças, suas emoções feias como também as suas emoções bonitas, os seus desastres, como também os seus triunfos, a dependência deles como também a sua independência, estaremos lhes dando um presente para uma vida inteira Eles serão pessoas inteiras que não estarão em conflito consigo mesmo e, o que é mais importante, não estarão em guerra com outros.
É da natureza da criança ser dependente, e é da natureza da dependência ser superada. Odiar a dependência porque ela não é independência é o mesmo que odiar o inverno porque ele não é a primavera.A dependência vai florescer em independência a seu próprio tempo.
Texto de Peggy O'Mara, Editora da revista Mothering (Maternagem)Tradução Mario Quilici, psicoanalista
Recuperado da comunidade GVA Orkut
Pode amamentar deitada?
CLARO QUE PODE! - Por Luciana Freitas
Mamar no peito com o bebê deitado é totalmente diferente de tomar mamadeira com o bebê deitado. A questão é que muitos profissionais de saúde desconhecem esse fato e dão as mesmas orientações para duas situações distintas.
Quando o bebê mama no peito, a tuba auditiva é fechada pela valécula e, portanto, o leite não passa para o ouvido como passa quando ele toma mamadeira. Na hipótese de passar algo, o LM tem propriedades anti-infecciosas; assim é muito diferente a tuba ser invadida por LA e por LM.
Pode voltar algo ao ouvido do bebê que mama no peito por refluxo, por isso sempre orientamos a subir um pouco a cabecinha do bebê, com o próprio braço da mãe ou um travesseirinho. Se o bebê mamar de pé e deitar de lado em seguida, o risco do retorno por refluxo é idêntico.
Otite é uma doença super comum em bebês, então atribuir sua causa ao fato de o bebê mamar deitado um equívoco.
Vamos parar para pensar um pouco?
1) Como as índias amamentam? Sentadas na cadeira de amamentação? Como as mulheres da pré-história amamentavam? Também na cadeira de amamentação ou deitadas? Se isso causasse otite, a humanidade não teria sobrevivido, né? Afinal, naquela época não existia cadeira de amamentação nem antibióticos para curar otites...
2) Quem está em posição diferente? A mãe ou o bebê?
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Fácil de observar que quem está em posição diferente é a MÃE, não o bebê... Então, no que a mudança de posição da MÃE causaria otite no BEBÊ? Isso tem lógica?
Passando desse simples raciocínio lógico aos argumentos de autoridade.
Diz a Febrago (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) em seu manual sobre aleitamento:
"4. POSIÇÃO DA MÃE
Há várias possibilidades de posições para amamentar. A mulher deve escolher a mais confortável que a deixe mais relaxada naquele momento.
Deitada:–Ela pode deitar-se de lado, apoiando a cabeça e as costas em travesseiros. O bebê deverá permanecer também deitado de lado proporcionando o contato abdome/abdome. Os ombros do bebê devem ser apoiados com os braços da mãe para manter a posição adequada.
–A mulher pode ainda deitar-se em decúbito dorsal (posição útil para as primeiras horas pós-cesariana ou para aquela mulher que tem excedente lácteo muito grande). A criança deve ficar deitada em decúbito ventral, em cima da mãe."
Diz a Sociedade Mineira de Pediatria:
"Há algum problema em amamentar deitada?
O aleitamento pode ser realizado mesma nesta posição sem problemas para o bebê, que inclusive tem uma maior proteção contra infecções dos ouvidos quando é amamentado. Dr Luciano."
http://www.smp.org.br/duvidas/pergunta.php?cd=1513
Diz o Manual of Pediatric Nutrition - Hendricks - Duggan - Walker BC Decker, London, 2000. Tradução: Prof. Marcus Renato de Carvalho
"Posicionamento:
. a produção ótima de leite requer uma efetiva pega (abocanhamento do mamilo e aréola) com um posicionamento adequado
. posições de amamentação: "barriga-com-barriga", posição invertida (de bola de futebol americano), ambos deitados de lado...
. importante trazer o bebê ao nível das mamas
. pode haver necessidade de apoiar a mama: mãos em "c", mãos em tesoura , mãos de bailarina
. assegurar que a mãe esteja o mais confortável e relaxada possível, oferecer travesseiros e almofadas para apoio"
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=132&id_subcategoria=1
Dizem a UNESCO e o Ministério da Saúde:
(img:3514506377511)
(img:3514508177556)
Além dos fatores relacionados ao efeito protetor do leite materno, existe também uma explicação miofuncional que ratifica os resultados encontrados em estudos epidemiológicos mostrando que a prevalência de otite média em crianças amamentadas é invariavelmente baixa.
"WILLIAMSON et al. (1994) apresentam uma explicação bastante lógica, uma teoria miofuncional, mostrando que a forma de extração do leite do peito seria a principal forma de profilaxia às otites.
Na ordenha, o mamilo é levado até o limite entre o palato duro e o palato mole, chegando a tocar na musculatura do palato mole. Este músculo tocado, o tensor do palato, recebe o toque do bico do mamilo como um estímulo maior de contração, promovendo uma real abertura da tuba auditiva, em coordenação com os movimentos peristálticos reflexos.
Na mamadeira, esse contato direto com o palato mole não ocorre, estimulando de forma incorreta ou não estimulando o tensor do palato e, como consequência, não abrindo correta nem frequentemente a tuba auditiva, impedindo a correção da pressão dentro da orelha interna.
O efeito dessa repetida estimulação geraria secundariamente o desenvolvimento de um correto padrão de contração do tensor do palato mole, que de forma ativa passa a abrir a tuba auditiva frequentemente.
NOWAK (1995) relata em artigo, que uma das principais formas de obliteração da nasofaringe durante o processo da deglutição na mamadeira é a elevação e posteriorização da língua contra o palato mole, empurrando-o para cima e para trás, impedindo assim o refluxo do leite na cavidade nasal.
Esta talvez seja a grande diferença entre os processos de deglutição na mamadeira e no peito:
- Na ordenha, o tensor do palato mole é estimulado pelo bico para uma contração efetiva, gerando o fechamento da nasofaringe e abrindo a tuba auditiva.
- Na mamadeira, em virtude de seu curto comprimento e ausência de toque no palato mole, esse músculo não é excitado e a deglutição incorreta imposta pelo bico de borracha ou silicone acaba gerando uma substituição de função, ficando a língua responsável pelo fechamento da nasofaringe, subutilizando os músculos do palato mole e impedindo a constante abertura da tuba auditiva.
(...Concluindo) o aleitamento natural é a mais importante forma de profilaxia contra esse tipo de doença (otite).”
(CARVALHO, GD. SOS Respirador Bucal - Uma visão funcional e clínica da amamentação. São Paulo: Lovise, 2a. ed., p.142-3, 2010)
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23953241
“Fatores que podem causar recorrência da doença (otite) na população infantil são o uso de chupetas, curta duração do aleitamento materno, avanço da idade infantil, estação do inverno, infecções do trato respiratório superior e hipertrofia de adenóide. Além disso, insucesso no tratamento pode ser causado por hipertrofia de adenóide e curta duração da amamentação. Bom entendimento desses fatores pode ajudar a diminuir a taxa de recorrência e para melhorar o tratamento da doença.”
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21833752
“O leite humano fornece aos lactentes agentes antimicrobianos, anti-inflamatórios e imunomoduladores que contribuem para o perfeito funcionamento do sistema imunológico. O ato de amamentar permite interações bacterianas e hormonais importantes entre a mãe e o bebê e afeta a boca, língua, a deglutição e a tuba auditiva. Meta-análise prévia demonstrou que a falta de amamentação ou período insuficiente de aleitamento materno estão associados com risco aumentado de otite média aguda, uma das infecções mais comuns da infância. Uma revisão de estudos epidemiológicos indicam que a introdução de fórmula infantil nos primeiros 6 meses de vida está associada a aumento da incidência de otite média aguda na primeira infância.”
Todas essas autoridades recomendariam amamentar deitada se isso oferecesse risco ao bebê? Claro que não, né?
Gente, vamos nos libertar desses mitos que só servem para atrapalhar nossas vidas e impedir que sejamos felizes ao lado dos nossos bebês.
Médico que diz que amamentar deitada dá otite não entende a diferença entre mamar no peito e tomar mamadeira!
Amamentem deitadas! É uma delícia!
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